a) Habitação
O edíficio está inserido em uma zona história da cidade onde, antigamente, eram desenvolvidas as principais atividades institucionais. Desde a fundação de Salvador, os ´prédios que ali se consolidaram são de uso misto, onde no pavimento térreo atuam atividades comerciais e nos outros pavimentos o uso residencial, levando em consideração que alguns dos prédios sempre funcionaram como institucionais.
Com o desenvolvimento da cidade no sentido Shopping Iguatemi, o centro histórico foi perdendo o seu valor e a sua importância, como aconteceu na Rua Chile, que foi perdendo a sua "vida".
Trazer a edificação da Prefeitura para o local veio com o intuito de revitalizar a área e valorizar as edificações vizinhas e trazer de volta o vigor do local.
Mesmo estando inserido em um local favorecido geograficamente, onde as edificações são beneficiadas pela sua vista e pela sua ventilação, o local encontra-se desvalorizado para a habitação, o que diferencia do contexto histório do local, onde as pessoas de alta renda vivem ali.
Rua Chile
b) Lazer
A edificação foi projetada de forma que possibilita um grande vão livre, caracterizado por pilotis que proporcionam a criação de uma grande praça, além do desempedimento para o deslumbramento da Baía de Todos os Santos.
Vista da Baía de Todos os Santos pelo Pilotis.
Por está inserido em uma área institucional não existe no local equipamentos que utilizam do lazer ativo (como espaços voltados à prática de esportes), as atividades que ocorrem ali estão voltadas as questões turísticas, havendo assim manifestações culturais como demonstrações de capoeira e feiras de artesanato com o intuito de entreter o turista.
c) Trabalho
O entorno da edificação possui diversos edíficios que atuam com o uso institucional ou de comércio, assim, há uma necessidade de transporte público para atender a demanda da população que ali trabalha. Existe ali o Elevador Lacerda que serve como um dos principais transportes que ligam a Cidade Baixa a Cidade Alta, além de Estações de ônibus como a Estação da Sé (Praça da Sé) e Terminal da França (Comércio). Para quem chega de ônibus até o bairro da Prefeitura Municipal, tem como ponto final do transporte a Estação da Sé. Este mesmo local já serviu como estação de Bonde que circulava no local antigamente. Para as pessoas, que por exemplo, chegam da Ilha de Vera Cruz para trabalhar em Salvador há o terminal marítimo que atende as necessidades de transporte desta parcela da população.
Praça da Sé - Estação da Sé
d) Circulação
A Praça Municipal, onde está inserido a edificação se configura por um grande espaço aberto que favorece a circulação de pessoas e desfavorece a presença dos carros no local. Assim como na Praça, todo o entorno favorece ao transeunte, isso acontece através de passeios largos que ligam a edificação a outros pontos como a Praça da Sé.
Isso ocorre principalmete por causa da importância histórica do local para a cidade, onde o carro não era bem vindo. Ali, existia um grande "boulevard" onde as pessoas passeavam pelas calçadas admirando as vitrines do térreo das edificações e se apropriando do local.
Além disso, como em toda zona histórica da cidade, não há ali uma infra-estrutura que suporte as atuais necessidades do cidadão em função do automóvel, existindo apenas via de sentido único para passagem de apenas 2 carros.
e) Patrimônio Histórico
Há uma grande polêmica quanto a preservação do Patrimônio Histórico do local em relação a inserção do edíficio projetado por Lelé, caracterizado como uma edificação pós-moderna.
Muito críticos debatem a diferença da edificação em relação ao seu entorno, já que a sua fachada é toda revestida de vidro com elementos em aço, o que impacta a primeira vista. Porém, na etapa projetual ficou muito claro por parte do arquiteto que não há um falso histórico do edíficio para se inserir no contexto do seu entorno, diferente do que acontece com a Câmara dos Vereadores, que cria um falso histórico recriando a primeira construção que ocupava o local.
A fachada de vidro que choca a tantos, tem como intenção principal retratar nas fachadas do edíficio as fachadas dos edíficios vizinhos, fazendo com que a Prefeitura se aproxime da configuração histórica das edificações do local.




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